Filed under: not a lie | Tags: amor, cinema, crise existencial, ou seja: amor, palas, problemas
Esse é um blog pessoal, do tipo “eu comento a minha vida, de modo engraçadinho e você, inexistente leitor, acha que é tudo lindo e engraçado”. Até demais, se posso opinar (e é claro que eu posso, porque sou eu quem escreve essa porra!). Mas, sim, minha vida nem sempre é gracinha e fofura, mas a gente tende a sempre romantizar a vida “de modos que” os outros achem que a nossa grama é mais verde (assim como todos os outros, logo, sempre vai haver uma grama mais verde).
Uma frase que virou lema em determinado momento do ano passado (beijos pra galera do “Pra Melhor” <3) foi “Não tá fácil pra ninguém“. Tudo levava à essa frase (ou à complementar: “Não sou obrigada!“). E parece que quanto mais a gente brinca, mais as coisas começam a ficar sérias, e o começo desse ano mostrou que, realmente, não tá fácil pra ninguém. Foi rasteira atrás de rasteira, crise atrás de crise e muita coisa que, meu Deus, deu vontade de falar “Tá bom, eu sou fraca, dá pra matar de uma vez ou vai continuar a tortura?”.
E não é que tenha passado, mas aconteceu tanta coisa, apareceram tantas pessoas e situações, que fizeram sentido no meio da coisa toda. É engraçado quando uma pessoa, com quem você não tem muito contato nem amizade, surge e te agradece por algo que você nem sabia que tinha feito. Aconteceu. Duas vezes seguidas, com duas pessoas diferentes, e mais uma, algum tempo depois. Quando pessoas, simplesmente, aparecem. E dizem coisas. E mudam seu dia. E te fazem pensar. Muita coisa tem me feito pensar, de um jeito positivo.
Hoje foi assim. Foi um dia engraçado que terminou de forma curiosa. O dia em que eu fui ao cinema e me apaixonei. Antes de mais nada, eu sou a eterna romântica. E isso acaba com a pessoa, mas, enfim. Então eu fui ao cinema assistir Hugo Cabret e me apaixonei. Pela história, pelo filme, pela Isabelle, pelo Hugo… Principalmente pelo Hugo. Principalmente pela característica que compartilho com ele e apelidei carinhosamente de “Síndrome de Hugo Cabret”.

Hugo acredita que todas as pessoas tem um propósito na vida, que ninguém é um estorvo, uma peça sobrando em um quebra-cabeça completo. E, segundo ele, o propósito de vida dele é consertar as coisas. Daí a síndrome: pessoas que acham que a função delas no mundo é consertar as coisas. Elas só esquecem que deveriam estar completamente “consertadas”, antes de querer sair por aí fazendo isso para outras coisas/pessoas – ou fazer ambos simultaneamente, o que é a melhor ideia, na verdade.
Foi o que aconteceu comigo. E foi preciso Martin Scorsese (nunca desprendido de lembranças, “Scorsise“), Asa Butterfield e Chloë Moretz (que me fez entender porque ela barrou todo o “elenco” de Harry Potter e ganhou o “Favorite Movie Star Under 25” no People’s Choice Awards) para me fazer entender isso (and a little bit of other things…). Foi preciso duas horas sentada no cinema, sendo maravilhada em 3D e muito bem acompanhada pela pessoa que foi absolutamente tudo nessas últimas semanas para me fazer encontrar a luz no fim da merda do túnel. Foda-se terapia (oh crap!), eu vou ali me tratar com doses cavalares de cinema e Anne Hathaway (embora tenha certeza de que psicuddy desaprovaria meu novo curso de tratamento). E, sim, é, verdade, eu vou ficar o resto da vida procurando o meu amor de cinema, mas tudo bem. Eu não tô com pressa.
E se alguém quiser minha opinião (e foda-se se não quiser, não sou obrigada!): Hugo é a verdadeira carta de amor ao cinema. Caguei e andei para toda a hype em cima de O Artista, filme de arte, preto e branco, mimimi. É claro, se o mundo fosse perfeito, a categoria de “Melhor Atriz” seria da Meryl Streep (e não “Para quem Meryl vai perder o Oscar esse ano, porque eles não podem simplesmente assumir que ela é too damn foda?”) e não haveria hesitação quanto ao merecimento do filme do Scorsese. Uma vez que, supõe-se, uma Academia de Cinema valorizaria uma carta de amor tão bem feita, escrita, adaptada, produzida e dirigida. De qualquer forma, na minha estante, Hugo terá ganho o “meu” Oscar de “Melhor filme“. E tenho dito.
Quando é carnaval e você recebe um chamado no Whatsapp que diz “Meuuuu, quero daaaaarrr!!” (ênfase nas letras repetidas e na pontuação levemente exagerada) você começa a refletir sobre o tipo de pessoa com quem tem se envolvido.
E é isso que toca constantemente na minha cabeça desde hoje, mais cedo.
Filed under: not a lie | Tags: bellatrix lestrange, faculdade, ou seja: amor, só que não

Sem mais, produção.
Sem mais por hoje. Calvin me entende e fim. (Definitivamente, se eu decidir dizer tudo que eu gostaria, eu não irei para a aula amanhã. E eu preciso ir, mesmo não querendo.)
Filed under: not a lie | Tags: amor, anne hathaway do nordeste, faculdade, monografia, palas, segunda-feira
Se tem uma coisa que não faz sentido é a minha noção de semana. Quer dizer, atualmente eu seria feliz se a semana começasse na sexta e terminasse na segunda (o que eliminaria a sessão “teletubbie”, “babaquices desnecessárias” e “como sobreviver à belatrix lestrange, parte II”). Mas como o mundo não me obedece e eu tenho que seguir o padrão, me contento com a felicidade proporcionada pelas segundas e, depois, novamente, pelas sextas.
Hoje, por exemplo: chego em casa com o ombro semi deslocado e a bolsa pesando 450 kg, porém com a bibliografia básica de Assessoria para curtir o carnaval. (Me aguarda Anne Hathaway do Nordeste! ;*) Não sem antes passar pelo momento mais bizarro da humanidade.
Porque é assim que funciona: você tá cagando e andando para alguém, você fala com clareza, desenvoltura, sem o menor problema de se expressar, levanta pontos e questões filosóficas. Lindo! Agora tente fazer isso na frente de alguém que você admire ou queira impressionar. Pra quê, meu Deus? Você começa a desenvolver um tique que você NUNCA teve, fica vermelha, roxa, multicolorida tal qual a bandeira do orgulho gay (alor, meu amor! :P), gagueja, só falta babar e falar “Uga buga”, porque de resto você faz tudo.
Então, estou eu lá, tentando explicar para AHN (short version de Anne Hathaway do Nordeste, que é algo muito grande – e não é “do Nordeste” para ser ~pejorativo~ não, é porque ela realmente é do nordeste do País) o que eu pretendo com minha linda monografia (quem nunca) e eu consegui me enrolar, mas, assim, completa e totalmente. Ou seje…
Daí o que resta é sair com “derrota” escrito na testa e a cabeça baixa (porque na cabeça dela deve haver um letreiro, neon, escrito “what a loser” toda vez que ela olhar pra minha cara, daqui para a eternidade). Não que isso vá influenciar em todo o amor nutrido pelas segundas-feiras (nunca, jamais! Segunda, I love you! 2gether 4ever and stuff…), mas que desestabiliza o ser humano, isso faz mesmo.
E, como nem tudo é perfeito, o que sobra para hoje é terminar de responder as perguntinhas mimimi da aula de Metologia de PesquisZzzzzz e ouvir Lana del Rey, porque eu mereço. (Embora nesse exato momento eu esteja alucinando ao som de Phoenix, mas, né, contradição é meu segundo nome!)